LabEMC2026-04-04T20:16:29+00:00

Laboratório de Estudos Moleculares e Celulares (LABEMC)

Objetivo Geral

O Laboratório de Estudos Moleculares e Celulares (LABEMC) integra o Laboratório de Doenças Infecciosas e Parasitárias (LabDIP) e dedica-se ao estudo de patógenos de importância médica, com ênfase no diagnóstico molecular e na pesquisa em doenças fúngicas.

O laboratório desenvolve e aplica ferramentas de biologia molecular para detecção, identificação e caracterização de fungos patogênicos, contribuindo para o aprimoramento do diagnóstico de micoses de relevância clínica. Entre as abordagens utilizadas destacam-se técnicas baseadas em reação em cadeia da polimerase (PCR), PCR em tempo real (qPCR) e sequenciamento de DNA.

Uma das principais estratégias empregadas no laboratório é a análise de regiões genômicas utilizadas como marcadores moleculares para identificação fúngica, como a região ITS (Internal Transcribed Spacer) do DNA ribossomal, amplamente utilizada na taxonomia e na identificação de espécies de fungos.

Além da identificação molecular, o LABEMC realiza caracterização genética de isolados fúngicos, contribuindo para estudos epidemiológicos, monitoramento de patógenos emergentes e melhor compreensão da diversidade genética desses microrganismos.

O laboratório também atua no desenvolvimento e padronização de métodos diagnósticos moleculares, buscando ampliar a sensibilidade, especificidade e rapidez na detecção de agentes etiológicos de doenças fúngicas. Essas atividades apoiam tanto a pesquisa científica quanto o avanço de estratégias diagnósticas aplicadas às doenças infecciosas.

Paralelamente, o LABEMC participa da formação e capacitação de estudantes e profissionais, promovendo treinamento em técnicas de biologia molecular aplicadas ao estudo de patógenos fúngicos.

Técnicas e Infraestrutura

O Laboratório de Estudos Moleculares e Celulares (LABEMC) dispõe de infraestrutura voltada à aplicação de técnicas modernas de biologia molecular e celular, direcionadas à pesquisa e ao diagnóstico de doenças fúngicas.

Entre as principais técnicas utilizadas no laboratório, destacam-se:

  • Extração e purificação de DNA a partir de diferentes tipos de amostras biológicas e isolados fúngicos
  • Amplificação de DNA por PCR convencional para detecção de patógenos e análise de marcadores genéticos
  • PCR em tempo real (qPCR) para detecção e quantificação de fungos patogênicos com alta sensibilidade e especificidade
  • Sequenciamento de DNA para identificação molecular de espécies fúngicas
  • Análise de regiões genéticas marcadoras, como a região ITS (Internal Transcribed Spacer) do DNA ribossomal, amplamente utilizada na identificação e taxonomia de fungos
  • Análise e interpretação de sequências nucleotídicas, utilizando ferramentas de bioinformática para comparação com bancos de dados genéticos

A infraestrutura do laboratório inclui equipamentos essenciais para o desenvolvimento dessas atividades, tais como:

  • Termocicladores para PCR convencional

  • Sistema de PCR em tempo real (qPCR)

  • Cabines de segurança biológica e fluxo laminar

  • Centrífugas, microcentrífugas e equipamentos para preparo de amostras

  • Sistemas de eletroforese em gel de agarose para análise de produtos de PCR

  • Equipamentos para documentação e análise de géis

  • Freezers e ultra freezers para armazenamento de amostras biológicas e reagentes

Essa infraestrutura permite ao LABEMC realizar diagnóstico molecular, caracterização genética de fungos patogênicos e desenvolvimento de metodologias diagnósticas, contribuindo para o avanço da pesquisa em doenças infecciosas e parasitárias.

Patógenos Estudados

O Laboratório de Estudos Moleculares e Celulares (LABEMC) dedica-se ao estudo de fungos de importância médica, com ênfase em patógenos associados a micoses sistêmicas e oportunistas. As atividades de pesquisa e diagnóstico do laboratório envolvem a detecção molecular, identificação de espécies e caracterização genética desses microrganismos.

Entre os principais patógenos investigados destacam-se:

Histoplasma capsulatum
 Agente etiológico da histoplasmose, uma micose sistêmica causada por fungos dimórficos presentes no ambiente. O laboratório desenvolve métodos moleculares para sua detecção e identificação, além de estudos voltados à caracterização genética do patógeno.

Paracoccidioides brasiliensis e Paracoccidioides lutzii
 Fungos responsáveis pela paracoccidioidomicose, micose sistêmica endêmica na América Latina. O laboratório investiga marcadores moleculares para identificação das espécies e sua diversidade genética.

Pneumocystis jirovecii
 Agente associado à pneumocistose, infecção oportunista que acomete principalmente indivíduos imunocomprometidos. O laboratório utiliza ferramentas de biologia molecular para detecção e investigação desse patógeno em amostras clínicas.

Aspergillus spp.
 Fungos filamentosos amplamente distribuídos no ambiente e associados a diferentes formas de aspergilose, incluindo formas invasivas e alérgicas. As atividades incluem identificação molecular de espécies e estudos relacionados ao diagnóstico das infecções causadas por esses fungos.

Candida spp.
 Leveduras oportunistas frequentemente associadas a infecções invasivas e mucocutâneas. Os estudos envolvem identificação molecular de espécies e investigação de aspectos epidemiológicos.

Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii
 Leveduras encapsuladas responsáveis pela criptococose, infecção sistêmica que pode afetar especialmente o sistema nervoso central. O laboratório realiza estudos de identificação molecular e caracterização genética dessas espécies.

As investigações conduzidas pelo LABEMC contribuem para o aprimoramento do diagnóstico molecular, compreensão da diversidade genética dos patógenos fúngicos e avanço do conhecimento sobre as micoses de importância médica.

Cultivo Celular

Linhas de pesquisa

Publicações

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